Em 2007, num Seminário organizado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, o Prof. Paulo Rosman da Engenharia Oceânica da COPPE e o Prof. Paulo Canedo do Departamento de Hidrologia alertaram sobre os efeitos das Mudanças Climáticas no Estado do Rio de Janeiro.
Posteriormente, foi publicada a notícia As Vulnerabilidades do Litoral do Rio na Mira da Ciência no site Planeta Coppe. Segue abaixo um resumo da mesma:
Segundo o Prof. Paulo Rosman para proteger as praias litorâneas das intensas ressacas que virão, há necessidade de:
Segundo os especialistas o problema é muito mais complexo nas regiões de Sepetiba, Jacarepaguá, Baixada Fluminense e Região dos Lagos (Maricá, Araruama e Saquarema) as quais são densamente habitadas por uma população muito pobre que já sofre bastante com as enchentes periódicas.
Para eles, nessas regiões, a elevação do nível do mar:
O Prof. Paulo Canedo adverte sobre a gravidade da situação:
Só na região do Rio Sarapuí, um dos vários que desaguam na Baía de Guanabara vive uma população pobre de 1,5 milhão de pessoas que já briga hoje com o mar, antes do esperado aumento do nível do oceano.
A população carente será a maior vítima das mudanças climáticas em uma escala de grandeza cem vezes maior do que os impactos sofridos pelos habitantes da área litorânea. A catástrofe anunciada é tão enorme que o nível de preocupação dos governantes deveria ser cem vezes maior.
Para reverter a corrosão econômica, moral e financeira causada pelas perdas por inundação, os governantes devem constituir hoje grupos para mapear o que é preciso fazer e começar desde já a agir no sentido de minorar os prejuízos.