No Brasil, a produção diária de lixo é de cerca de 90 mil toneladas, e os resíduos gerados têm recebido o seguinte tratamento:
| 76% | lixão |
| 13% | aterro controlado |
| 10% | aterro sanitário |
| 0,1% | incineração |
| Fonte: IBGE, 1991 | |
|---|---|
Obs.: o sistema de coleta seletiva ainda não é citado nesta estatística, já que as experiências existentes no país desenvolveram-se a partir da década de 90. Hoje já são 135 municípios que tem coleta seletiva. (Cempre, 1999)
São locais onde os resíduos são jogados a céu aberto, causando problemas de saúde pública, devido à poluição e proliferação de animais transmissores de doenças.
É um local onde o lixo é despejado sobre o solo e coberto de terra à medida que vai sendo compactado com tratores.
Nesta forma de aterro, existe adequada impermeabilização* do solo antes do início da disposição dos resíduos, sistema de drenagem do chorume, captação do gás produzido e correta compactação e cobertura das camadas com terra. Desta maneira, evita-se a presença de animais e de catadores de lixo. Apesar das vantagens dos aterros sanitários em relação aos lixões, devido ao crescimento das cidades e ao aumento da quantidade de lixo, eles logo ficam cheios, e há necessidade de se encontrar novos locais, cada vez mais distantes, para se colocar mais resíduos.
Para saber mais, consulte: PINTO, 1979 - JARDIM, 1995
Para alguns lixos de fontes especiais, como alimentos contaminados, materiais patogênicos e medicamentos fora do prazo de validade, o melhor tratamento é o da incineração*, que apresenta como desvantagens o alto custo de operação, além dos riscos de poluição atmosférica, quando o equipamento não é adequadamente projetado e/ou manejado. Em países frios, utiliza-se a energia elétrica gerada pela incineração para o aquecimento das casas. As usinas de incineração existentes no Brasil não dispõem de sistemas de reaproveitamento do calor gerado na combustão do lixo.
Nestes locais, o lixo que chega todo misturado é separado em materiais secos e materiais orgânicos. Os recicláveis secos (papéis, vidros, plásticos e metais) são encaminhados às indústrias de reciclagem, com o objetivo de serem reintroduzidos no ciclo econômico. Os resíduos orgânicos são tratados através da compostagem, processo biológico que transforma este material, sob condições adequadas, em um composto orgânico para a utilização na agricultura. Tanto o composto quanto os materiais recicláveis procedentes das usinas têm qualidade inferior aos provenientes da coleta seletiva, onde os materiais são separados nas fontes produtoras de lixo.
Fonte: Considerando mais o Lixo.
Grupo do Lixo. Florianópolis: Insular, 1999.