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Reciclagem: Papel, Vidro e Metal

Reciclagem de Papel

O papel é feito a partir de fibras de celulose encontradas em madeiras de árvores (fonte renovável de matéria-prima) como pinus e eucaliptos principalmente.

Reciclagem de Papel

A reciclagem do papel consiste no reaproveitamento das fibras celulósicas de aparas* e de papéis usados para a produção de papéis novos. Dispensa os processos químicos utilizados na obtenção da pasta de celulose, reduzindo com isso a poluição da água e ar. Diminui, também, a necessidade do corte de árvores. Com a reciclagem, há uma grande economia de água e gasta-se metade da energia usada para fabricar o papel a partir da madeira.

Para ser reciclado, o papel deve estar limpo, seco e sem a presença de grampos, clips, etiquetas etc. , pois será separado pelo tipo e pela sua qualidade.

Entretanto, os papéis não podem ser reciclados indefinidamente sem que haja perda de qualidade. Após cada utilização, eles perdem parte de suas propriedades e só podem ser reciclados para uso distinto, e um pouco menos nobre, do que o original. Ainda assim permitem usos criativos e lucrativos, como o de uma cooperativa criada em Goiânia, GO, que está produzindo telhas semelhantes às de amianto a partir de papel e papelão. Além de fabricar um produto barato e de boa qualidade, esta usina industrial de reciclagem está minimizando o problema de desemprego desta região.

Uma tonelada de papel reciclado evita o corte de até 20 árvores.
Para fabricar uma tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água. Para produzir a mesma quantidade a partir da madeira gastam-se 100 mil litros.
Reciclável é diferente de reciclado:
reciclável quer dizer que o material poderá ser reaproveitado,
reciclado quer dizer que já foi submetido ao processo de reciclagem.

Reciclagem de Vidro

O vidro é fabricado a partir de uma mistura de areia, barrilha, calcário, feldspato e aditivos. Derretidos a altas temperaturas (1.5000C), estes elementos formam uma massa semilíquida que dá origem a embalagens ou vidros planos.

Para ser reciclado, o vidro separado pela cor e é triturado em cacos, pois estes precisam de menor temperatura para serem fundidos (1.3000C). Como os cacos podem ser reutilizados indefinidamente, a economia de energia e a redução da mineração de areia são as principais vantagens deste processo.

Para se fabricar 1 kg de vidro (= 3 garrafas de vidro) é necessária a extração de 1,3 kg de areia de dunas ou de rios.
Com 1 kg de vidro quebrado se faz exatamente 1 kg de vidro novo.

Reciclagem de Metal

Os metais são retirados da natureza em forma de minérios cujas reservas são esgotáveis. Estão classificados como metais ferrosos (ferro e aço) e não-ferrosos (alumínio, zinco, chumbo, níquel, cobre). Os metais podem se unir a outros materiais, formando as ligas metálicas, com características bem diferentes dos metais que as originaram. Este é o caso do aço (ferro mais carbono), do latão e do bronze (ligas de cobre).

Latas de Alumínio

O alumínio é largamente utilizado na fabricação de latinhas de bebidas e a folha-de-flandres (aço revestido com estanho) é usas em embalagens para conservas de alimentos.

Objetos de aço e de alumínio podem ser reciclado sempre, sem que haja perda de qualidade do material. Com a reciclagem do aço economiza-se 75% da energia usada para fabricá-lo a partir de minério de ferro. Reciclagem de Alumínio A reciclagem do alumínio é ainda mais vantajosa, pois reduz em 95% o gasto com energia ao que seria necessário para se produzir o alumínio a partir da bauxita.

A energia economizada com a reciclagem de uma única latinha de alumínio é suficiente para manter uma televisão ligada por três horas.
Cada tonelada de alumínio reciclado economiza a extração de 5 toneladas de bauxita.

Reciclagem do Plástico

Um barril de petróleo contém 159 litros. Destes, apenas 4% são usados para a fabricação do plástico.
O petróleo, um combustível fóssil que levou milhões de anos para se formar, é um recurso natural não renovável.

Os plásticos são produzidos a partir do petróleo. A nafta, um dos seus derivdos, é a matéria-prima bruta da qual se extraem as resinas que dão origem aos plásticos. As resinas plásticas podem ter sua composição química modificada e dar origem aos diversos tipos de materiais. Hoje existem cerca de 40 famílias de plásticos diferentes , classificados em dois grupos: termoplásticos e termorrígidos. Apenas os termoplásticos podem ser reciclados.

Como a maioria dos plásticos não é biodegradável, sua reciclagem torna-se, antes de mais nada, uma prioridade ambiental. Mas as misturas de diferentes plásticos em um mesmo produto, o uso de rótulos com tintas tóxicas e a presença de outras impurezas do lixo limitam muito a reciclabilidade* deste material.

No símbolo internacional da reciclagem, existe um número central que serve para identificar a família que o plástico pertence, em função da sua composição química:
x -> 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7

  1. PET - Polietileno Tereftalato: utilizado em garrafas de refrigerante, fibras sintéticas;
  2. PEAD - Polietileno de Alta Densidade: engradados para bebidas, baldes, garrafas para álcool e produtos químicos domésticos, bambonas, tambores, tubos para líquidos e gás, tanques de combustível, filmes;
  3. PVC ou V - Cloreto de Polivinila: tubos e conexões para água, encapamento de cabos elétricos, garrafas para água mineral e detergentes líquidos, lonas, calçados, esquadrias;
  4. PEBD - Polietileno de Baixa Densidade: filmes flexíveis para rótulos e embalagens (de alimentos, sacos industriais, sacos para lixo, lonas agrícolas, sacos de adubo, sacos de leite etc.);
  5. PP - Polipropileno: embalagens para massas e biscoitos, potes de margarina, seringas, utilidades domésticas, autopeças, sacos de ráfia;
  6. PS - Poliestireno: aparelhos de som e tv, copos descartáveis, embalagens alimentícias, revestimento interno de geladeira;
  7. OUTROS - Plásticos especiais e de engenharia (CDs, eletrodomésticos, computadores).

A reciclagem de plástico começou a ser realizada pelas próprias indústria, para o reaproveitamento de suas perdas de produção. Atualmente, já se fabricam tecidos que trazem sua composição 20% de fios de plástico obtidos das garrafas de refrigerante (cuja origem são as resinas de Polietileno Tereftalato - PET). O plástico convertido em fios também é utilizado na fabricação de vassouras e escovas.

Reciclagem da Matéria Orgânica

No Brasil, a matéria orgânica representa aproximadamente a metade de todo o resíduo sólido produzido em uma cidade. Esta fração do lixo, quando não tratada adequadamente, é a principal responsável pelo mau cheiro e por atrair animais que acabam transmitindo doenças graves aos seres humanos.

Para ser reciclado, o lixo orgânico deve ser recolhido separadamente, pois se estiver misturado às outras frações do lixo (materiais recicláveis e rejeitos dométicos), seu destino será o lixão ou o aterro sanitário.

Os resíduos orgânicos adequadamente separados são tratados através da compostagem, processo biológico que, sob condições controladas, transforma este material em um adubo orgânico de alta qualidade. Este fertilizante possui um bom valor comercial e é de fundamental importância par a produção de alimentos saudáveis, contribuindo em muito na recuperação de solos e áreas degradadas, ou seja, trazendo somente benefícios ao meio ambiente.

Para saber mais, consulte: UFSC - CCA - Depto. de Engenharia Rural, FIGUEIREDO & SILVEIRA, 1991

Reciclagem de Outros Materiais

Os pneus sem cinta de aço têm sido utilizados por empresas que produzem solas de sapato, tapetes de carro e tiras para estofados.

Retalhos ou tiras de borracha podem ser misturados ao asfalto para pavimentação de estradas, playgrounds e pistas de atletismo (em uso nos Estados Unidos).

As caixinhas multilaminadas (tipo caixas de leite longa vida) estão sendo utilizadas no município paulista de Monte Mor como matéria-prima de chapas e formas para vigas que podem substituir o madeirite, além da reciclagem do papel.

Entulhos de obras podem ser reciclados. Fragmentos e restos de materiais cerâmicos, concreto e argamassas podem ser reutilizados após trituração em equipamento apropriado, o que já vem ocorrendo em Belo Horizonte, no serviço de limpeza pública. O material obtido tem qualidade inferior à brita, areia e outros materiais convencionais, mas tem utilidade na fabricação de elementos não-estruturais, tais como bloco de concreto e material para manutenção de ruas, com custo bem inferior.

Fonte: Considerando mais o Lixo.
Grupo do Lixo. Florianópolis: Insular, 1999.

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