| Autor: | Joseph E. Stiglitz (Prêmio Nobel de Economia) |
| Editora: | Companhia das Letras |
| Tradução de: | Making Globalization Work |
| Tradutor: | Pedro Maia Soares |
| Ano: | 2007 |
| ISBN: | 978-85-359-1063-6 |
Um outro mundo é possível. Este lema do IV Fórum Social Mundial serve de ponto de partida para as propostas que Joseph E. Stiglitz apresenta neste livro. Sua intenção é fazer a globalização finalmente funcionar a favor dos países e das populações mais pobres do planeta. Em linguagem acessível e com a autoridade e o conhecimento de quem já foi assessor do presidente Bill Clinton e economista-chefe do Banco Mundial, ele faz uma crítica implacável ao fundamentalismo de mercado, ao FMI e outras instituições internacionais, às multinacionais monopolistas, à grande indústria farmacêutica e à postura do governo americano em relação às grandes questões globais. E traz ideias concretas e inovadoras para resolver os problemas da dívida e do desenvolvimento dos países pobres, das injustiças do regime de propriedade intelectual, das desigualdades do comércio mundial, do instável sistema internacional de reservas e do ameaçador aquecimento global. Uma tarefa longa e árdua que é preciso enfrentar já.
Stiglitz consegue a rara proeza de aliar realização acadêmica e experiência de campo. Sua paixão e sua integridade são um alento em meio às palavras vazias dos economistas. Businessweek.
Ao contrário do que seus arautos prometiam, a globalização, em geral, não foi benéfica para os países pobres do mundo. E a receita econômica dominante de privatização total, liberalização radical e Estado mínimo trouxe mais problemas do que soluções. Ao mesmo tempo, as políticas que se concentram no combate à inflação e as mensurações do desenvolvimento que só levam em conta o PIB são insuficientes, pois muitas vezes o PIB vai bem, mas o povo vai mal.
Partindo dessa constatação geral e de uma série de exemplos específicos, Joseph E. Stiglitz propõe neste livro uma série de reformas para que a humanidade venha a viver num planeta mais democrático, menos desigual e mais saudável. São propostas que vão desde o perdão da divída externa dos países miseráveis até a cobrança de um imposto mundial sobre emissões de carbono e uso de combustíveis fósseis (para combater o aquecimento global), a limitação do sigilo bancário (para combater a corrupção) e a criação de uma nova moeda internacional de reserva. Enfrenta também a questão dos direitos de propriedade intelectual (tão reclamados pelos países ricos) para propor sua relativização, mostrando a falácia dos argumentos da grande indústria farmacêutica, e, ao mesmo tempo em que defende o licenciamento compulsório de remédios vitais, ataca a biopirataria das multinacionais que buscam patentear remédios e conhecimentos tradicionais dos países pobres.
Em suma, este livro propõe um novo contrato social global entre países mais desenvolvidos e menos desenvolvidos, num regime em que as instituições internacionais existentes e outras que deveriam ser criadas (como um tribunal internacional de falências) sejam mais democráticas, mais transparentes, mais justas e menos dominadas pelos interesses dos países mais ricos e poderosos.
Joseph E. Stiglitz (Gary, Indiana, 1943) foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos do presidente Bill Clinton (1995-97) e vice-presidente e economista-chefe do Banco Mundial (1997-2000). Ganhou o prêmio Nobel de economia em 2001. Depois de lecionar em universidades como Yale, Princeton e Stanford, é atualmente professor em Columbia. Dele, a Companhia das Letras já publicou Os exuberantes anos 90.